segunda-feira, 2 de março de 2026

Refresco, brisa, novidade

Sedento por uma novidade, qualquer uma, olhava pela janela outra vez. Poderia sim alguém chegar, alguém chamar para ver o que estava acontecendo na rua. Poderia ocorrer um anúncio de meio frango na paróquia, promoção no supermercardinho, talvez até uma vaga de subemprego na indústria à beira da falência sua, mas não de seus donos.

O fato de que nada novo havia na última olhadinha não significa que na próxima não haveria de haver. Talvez alguma banda famosa lançasse um novo disco, ou um novo filme estivesse disponível nos confins dos catálogos.

Nada de novo de novo.

Tudo bem, esse dia iria passar e a noite traria descanso, algum entretenimento. Jogar um jogo, lavar uma louça, olhar jornal.

O fim de semana há de chegar e as promessas são muitas.

O fim do mês há de chegar e as esperanças são enormes.

O fim do ano vem chegando e o desespero bate à porta.

Em meio a largas janelas de poucas novidades, um pesado peso se abateu nas pálpebras, pesadas e enrugadas.

Mais uma década se arredonda para cima e os jovens não são mais jovens.

Mais uma palavra e a frase estaria

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