sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Vinte e Seis

 Esse é o ano mais novo em que já vivi. É muito novo.

Não tenho certeza se foi 26 ou 27, mas um dia ao ler minha própria idade ser descrita, em uma notícia sobre algum absurdo cotidiano, notei que usavam a palavra homem em vez de jovem. Até então era um jovem de 22 anos cometeu latrocínio, um jovem de 25 atropelou duas velhinhas, um homem de 41 foi assaltado. De repente um homem de 26 ou 27 fez alguma coisa em algum lugar – e amanhã será como se nunca tivesse feito.

Esse blog já tem 16. É mais do que eu tinha quando escrevi meu livro, de tiragem limitada a 1 exemplar. É quase como se eu nunca o tivesse escrito.

Não mais um debutante, quase um maior-de-idade; um blog meio moribundo que ainda não morreu mas hiberna. Não sei sei dizer se se mantém vivo apenas por aparelhos. 

 Enfim, nada a declarar além de que o tempo passa. E esse ano resolvi não esperar tantos e tantos meses até movimentar um pouco isso aqui. Espasmo também é movimento, afinal. Risos. 

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