sexta-feira, 30 de julho de 2010

Will you still know who you are, when you come to who you are ?

No fone, Emerson, Lake e Palmer tocam esta pesada questão, que eu não respondo;

Se um dia eu encontrasse com a pessoa que eu seria, a pessoa que eu seria caso tivesse convivido com outras que não as com que convivi, se tivesse morado em lares outros que não os que morei, se tivesse cantado músicas diferentes das que ouvi, tivesse achado tesouros diferentes dos que enterrei, será que eu reconheceria a mim mesmo, se esse encontro ocorresse?

quinta-feira, 29 de julho de 2010

In-escolha, outra

Então me ensinaram, pra meu espanto, que, sobre a minha vida, importa mais o que os outros acham do que o que eu sinto.

Algumas lições, eu tenho gosto em não aprender.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Mais uma peça, provavelmente um canto que representa o céu

A vida é um presente, mas não daqueles que a gente espera e pede; é uma surpresa que nem quem nos dá sabe como é.
E tudo o que a gente pode fazer é desembrulhar o pacote.

Reticiências

Há muitas páginas da minha vida, venho tentando encontrar o local onde as minhas dúvidas se esclarecem, o resumo do grande enigma que é estar vivo. Mas quando percebo que há um ponto final na frase, sempre vem outro logo após, e mais outro...
Os sentimentos vão mais longe que nossos corpos;
Mas eles se movem bem mais devagar.

domingo, 25 de julho de 2010

My name means nothing, my fortune is less...

No fone toca Solitude, do Black Sabbath;
Lá de longe, um amigo diz que não é importante pra quem importa. E o que importa, agora que não significamos nada?

Essas duas coisas me fazem pensar numa só: somos tão pobres, tão pobres que não podemos sequer herdar tudo que aprenderam os que vieram antes de nós. Não vivemos as vidas cíclicas dos druidas, nosso espírito não se eleva ao longo das existências em sequencia. Vivemos uma vez só, pelo que sabemos, pois esquecemos tudo que aprendemos nas outras vezes.
Me refiro a aprendizados que os livros não entendem, que as penas não sabem resumir, e que não entenderíamos se pudéssemos ler. Um dia alguém sentiu o que hoje eu sinto, e talvez tenha aprendido a lidar com isso. Mas eu tive que aprender por conta própria, e na verdade não aprendi a vencer o desafio de saber quem sou, apenas descobri que a melhor forma de tratá-lo é deixá-lo de lado; é como me contentar com a imagem pronta da caixa de um quebra-cabeças que não consigo montar.

Não importa quantas pegadas vamos deixar, se continuarmos usando sapatos iguais.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Pigmentação

Rara, qualquer flor é, no deserto. Mas tudo bem, não importa que seja fácil ser diferente de algo em que quase todos são iguais - importa que eu seja, que me sintam assim. E eu gosto muito do gosto que tem as coisas que eu gosto.