terça-feira, 5 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Let It Be
Terças-feiras se foram, deixando memórias e imenso vazio
A ferida que cicatriza, mas por completo não desaparece
Ordens que a mente cria, e que o o coração não obedece
Mas que o tempo leva, assim como o primavera faz com o frio
Resquícios da explosão do inverno, ao final do queimar do pavio
No conto de fim sem sentido, que com o tempo o autor esquece
E aquilo que novo é, de alguma forma curioso se fez
Carregando, daquele modo secreto, o que chamou minha atenção
Seja o sorriso, seja a voz, seja o jeito, seja a emoção
Traz consigo algo de doce, que temi não ver outra vez
Mostrando surpresa, e leves toques de receio, talvez
Enquanto sugere cada vez mais, ter um verdadeiro coração
E talvez eu esteja perdendo aos poucos o medo de olhar
Esteja aceitando que este mundo está seguindo adiante
Da janela deste trem, que me leva para um lugar distante
Sem saber ao certo o tempo que a viagem vai levar
Sem ideia alguma de tudo que se passa até chegar
Desejando que se a mim bem-fizer, ao menos dure bastante
A ferida que cicatriza, mas por completo não desaparece
Ordens que a mente cria, e que o o coração não obedece
Mas que o tempo leva, assim como o primavera faz com o frio
Resquícios da explosão do inverno, ao final do queimar do pavio
No conto de fim sem sentido, que com o tempo o autor esquece
E aquilo que novo é, de alguma forma curioso se fez
Carregando, daquele modo secreto, o que chamou minha atenção
Seja o sorriso, seja a voz, seja o jeito, seja a emoção
Traz consigo algo de doce, que temi não ver outra vez
Mostrando surpresa, e leves toques de receio, talvez
Enquanto sugere cada vez mais, ter um verdadeiro coração
E talvez eu esteja perdendo aos poucos o medo de olhar
Esteja aceitando que este mundo está seguindo adiante
Da janela deste trem, que me leva para um lugar distante
Sem saber ao certo o tempo que a viagem vai levar
Sem ideia alguma de tudo que se passa até chegar
Desejando que se a mim bem-fizer, ao menos dure bastante
Separados por vírgulas
A história está em constante mudança,
Contos do passado,
Let It Be
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Wild Horses
Os cavalos selvagens não vão me levar embora.
Eu gastei minhas forças para domá-los, me dediquei a não deixar qualquer coisa em minha vida fugir ao meu controle. Nunca haveria um ponto fora da linha, não nos meus desenhos.
Enquanto isso, a rotina repetitiva me sufoca; Os meus saltos para fugir das pedras são o momento onde fico mais perto do céu. E pra que céu eu vou, se construí tantos tetos?
Como se fosse ginete de um cavalo de carrossel, meu caminho está traçado, está condenado a repetição.
Ah, mas os cavalos selvagens! Eu vou cavalgá-los, algum dia.
Eu gastei minhas forças para domá-los, me dediquei a não deixar qualquer coisa em minha vida fugir ao meu controle. Nunca haveria um ponto fora da linha, não nos meus desenhos.
Enquanto isso, a rotina repetitiva me sufoca; Os meus saltos para fugir das pedras são o momento onde fico mais perto do céu. E pra que céu eu vou, se construí tantos tetos?
Como se fosse ginete de um cavalo de carrossel, meu caminho está traçado, está condenado a repetição.
Ah, mas os cavalos selvagens! Eu vou cavalgá-los, algum dia.
Separados por vírgulas
The Rolling Stones - Wild Horses
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Margem
Marta vivia a beira de um rio, em uma grande fazenda. Um rio belo, com a largura de duas árvores altas.
Ela não vivia sozinha, havia também muitas outras como ela. Porém, em grande parte, eram um bando de desmioladas. Ao contrário delas, Marta tinha muita consciência do que acontecia a sua volta, dos deveres e das responsabilidades de cada uma.
Sabia como as coisas que lhe diziam respeito funcionavam e tinha muita certeza sobre todas elas, sobre como o rio flui para a sua esquerda, como as outras plantas deviam se alimentar, em qual horário se tomava o melhor sol - não que fosse fazer alguma diferença, pois não poderiam se mover para evitá-lo; Era muito firme em suas opiniões e debatia vigorosamente contra quem delas discordasse.
Discutia, principalmente, com as plantas da outra margem, que insistiam em afirmar que o rio corria para a direita. Obviamente, qualquer dos lados jamais cedeu a razão, pois a prova do que diziam estava bem ali, diante de seus olhos.
Ocorre que esta fazenda era possuída por um fazendeiro. E este fazendeiro decidiu fazer um belo banco de madeira, para sentar-se confortavelmente e observar o rio, meditar a beira dele. No lugar que lhe pareceu perfeito, havia apenas uma planta que seria necessário remover. Assim, estaria cercado de belas folhagens floridas, bastando se livrar daquele arbusto resmunguento chamado Marta.
Quando o homem colocou suas mãos nela, Marta achou estranho e logo ficou assutada: o que ele pretendia? Quando ele começou a puxá-la, tirando-a calmamente da terra, ela gritou a ele para que parasse. Seu pedido foi ignorado.
O fazendeiro atravessou o rio com ela nas mãos e a deitou próxima da outra margem - no lugar onde viviam aquelas que por tanto tempo foram suas opositoras. Desesperada, Marta viu o homem cavar um buraco e, esquecendo-se de quem era, achou que aquele lhe seria um túmulo.
Gritou e chorou mas, para sua surpresa, o fazendeiro a colocou de volta na terra, ajeitando suas raízes e lhe dando alguma água logo depois, quando a cobriu novamente com terra.
Um pouco mais calma, olhou para aquele homem sorrindo pra ela, que se voltou e andou na direção de casa.
E, com lágrimas nos olhos, ergueu a cabeça e observou o rio; e ele corria para a sua direita.
Ela não vivia sozinha, havia também muitas outras como ela. Porém, em grande parte, eram um bando de desmioladas. Ao contrário delas, Marta tinha muita consciência do que acontecia a sua volta, dos deveres e das responsabilidades de cada uma.
Sabia como as coisas que lhe diziam respeito funcionavam e tinha muita certeza sobre todas elas, sobre como o rio flui para a sua esquerda, como as outras plantas deviam se alimentar, em qual horário se tomava o melhor sol - não que fosse fazer alguma diferença, pois não poderiam se mover para evitá-lo; Era muito firme em suas opiniões e debatia vigorosamente contra quem delas discordasse.
Discutia, principalmente, com as plantas da outra margem, que insistiam em afirmar que o rio corria para a direita. Obviamente, qualquer dos lados jamais cedeu a razão, pois a prova do que diziam estava bem ali, diante de seus olhos.
Ocorre que esta fazenda era possuída por um fazendeiro. E este fazendeiro decidiu fazer um belo banco de madeira, para sentar-se confortavelmente e observar o rio, meditar a beira dele. No lugar que lhe pareceu perfeito, havia apenas uma planta que seria necessário remover. Assim, estaria cercado de belas folhagens floridas, bastando se livrar daquele arbusto resmunguento chamado Marta.
Quando o homem colocou suas mãos nela, Marta achou estranho e logo ficou assutada: o que ele pretendia? Quando ele começou a puxá-la, tirando-a calmamente da terra, ela gritou a ele para que parasse. Seu pedido foi ignorado.
O fazendeiro atravessou o rio com ela nas mãos e a deitou próxima da outra margem - no lugar onde viviam aquelas que por tanto tempo foram suas opositoras. Desesperada, Marta viu o homem cavar um buraco e, esquecendo-se de quem era, achou que aquele lhe seria um túmulo.
Gritou e chorou mas, para sua surpresa, o fazendeiro a colocou de volta na terra, ajeitando suas raízes e lhe dando alguma água logo depois, quando a cobriu novamente com terra.
Um pouco mais calma, olhou para aquele homem sorrindo pra ela, que se voltou e andou na direção de casa.
E, com lágrimas nos olhos, ergueu a cabeça e observou o rio; e ele corria para a sua direita.
Separados por vírgulas
Fronteiras Flutuantes,
Lados,
Margem,
Marta,
Rio,
Thus Spoke Paulo Policia
Qualquer cor que quiser...
E agora José? E agora email? E agora, sonho? Eu sonho... sonhava... até que um dos maiores sonhadores, acaba de confirmar que não importa o quê, nem todos os sonhos são possíveis. A luta foi grande, no começo era perfeito, era um sonho. Infelizmente existem muito mais "deles" do que "nós". Os que vieram antes "deles" conseguiram pregar de forma definitiva, para que "nós" não consigamos. "Nós", são as pessoas que deveria haver mais, deveria haver muito mais de "nós" do que "deles". Agora um pequeno trecho da democracia prova-se verdadeira. Não importa o que, a opinião da maioria é que vale. E a maioria são "eles".
No entanto, onde não há equilíbrio não há estabilidade e a cor é cinza...
O cinza é passageiro... o que importa agora é ele não se tornar o preto.
Nesse caso a cor que você quer não tem importância...
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